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ILPP - INTEGRAÇÃO / LAVOURA / PECUÁRIA / POMARILPP - INTEGRAÇÃO / LAVOURA / PECUÁRIA / POMAR

             

                A tendência mundial do agronegócio é buscar o incremento de produção, em menores áreas, com o mínimo possível de agressão ao meio ambiente, com redução nos custos de realização desse ciclo produtivo, com ganhos sociais e uma melhoria a médio e longo prazo do solo e de todo o ambiente de produção.

 

                     Assim, a integração lavoura e floresta; lavoura, pecuária e floresta, nas suas diversas modalidades de implantação, com maior ou menor direcionamento para cada atividade, hoje ganha uma fundamental importância no planejamento de qualquer produtividade rural, pois realmente assume uma real postura de desempenho sustentável do agronegócio, pois condicionam e interrelacionam diversas atividades produtivas, com reflexos ambientais, sociais e culturais, sendo tudo realizado no mesmo espaço, de forma diversificada, buscando um sistema completo de ciclo fechado, com ação e reação de cada atividade, devidamente pensada e planejada, fazendo parte de um todo cuidadosamente estudado.

 

                    Ao certo, muitos  desses conceitos não são novos, não  é a descoberta de uma  roda mais redonda do que as anteriores; o que hoje analisamos é uma tomada de consciência da possibilidade de integração das atividades, com enormes ganhos ao produtor, ao solo, ao ambiente, ao social envolvido na região, enfim, com técnica, não existem perdas, o que poderá ocorrer são meras limitações, ao certo facilmente contornáveis com o devido planejamento.

 

                     Os novos conceitos e modelos de ILPF e suas modalidades, demonstram ao homem do campo, um vasto potencial ainda não devidamente explorado, gerando com isso uma tomada de consciência dos reais custos de implantação, manutenção e reforma de atividades no setor agropecuário, viabilizando assim, projetos até bem pouco tempo sentenciados como economicamente inviáveis!

 

                 Nesse sentido, a  Estação Experimental de Pesquisa Bosque Olivos, vem desenvolvendo  diversos estudos e experimentos, visando possibilitar um novo modelo de ILPF, mas como não objetivamos a produção de madeira, o setor de " florestas" é trocado pela atividade de " Pomar ", onde entra o olival.

               Os nossos estudos foram  enriquecidos com conceitos e materiais da frutiovinocultura, mas hoje já analisamos que  há possibilidade real de ir além dos ovinos, com utilização também de bovinos e equinos.

 

                   Pelos nossos estudos e pesquisas realizadas, foi possível analisar uma diversidade muito grande de padrões, ou seja, não existe um modelo pronto e fechado, o que possibilita ao investidor realizar um planejamento específico para o seu caso, seja ele grande, pequeno ou médio produtor.

 

                    O que é comum para todos os casos é uma dificuldade inicial de implantação, mas no médio e longo prazo, teremos um conjunto seguro de motivos que demonstrarão técnica e financeiramente a viabilidade do sistema.

 

                        Para cada caso será necessário um estudo de ajustes, pois numa região temos como foco o plantio de batata-doce, mas no outro o foco é a cultura do feijão... já em outra região plantamos o amendoim, a melancia e uma diversidade de abóboras.

 

              Um investidor não terá interesse em efetuar tal investimento, em ficar preso e responsável por tais cultivos, mas e o arrendamento? Não seria interessante nos primeiros 4 ou 5 anos sem produção, uma parceria? Não seria interessante alguém cuidar e adubar o seu olival em troca do arrendamento das ruas?

 

                        Por outro lado, para médios e grandes produtores, contar com um arrendamento de canola, soja, trigo, em ruas mais largas, com o incremento ainda dessa área pronta, entregue com pastagem de inverno todos os anos, não seria financeiramente interessante? E as vantagens da adubação verde, o incremento de N com o cultivo de leguminosas? Não seriam ganhos interessantes no médio e longo prazo?

 

                     As dúvidas e perguntas, ao certo apenas enriquecem o sistema! Nos primeiros experimentos de ILPF, o preconceito foi enorme e imediato, passado algum tempo, os resultados foram se multiplicando e hoje, o sistema de integração é visto como  uma alternativa das mais viáveis nas últimas décadas, comparada ao que hoje analisamos em relação ao plantio direto, modelo copiado de nós para diversos países do mundo! 

 

                         Nesses quase 10 anos estudando e experimentando tudo o que aparece em cultivo de oliveiras, algumas certezas já temos:

 

# a colheita deverá ser otimizada, sendo a mecanização uma saída;

# os pomares deverão ser plantados em um compasso de plantio mais aberto, reduzindo uma tendência inicial de adensamento;

# o nosso vigor vegetativo poderá ser controlado até um certo ponto com poda e redução da adubação, mas continuará sendo bem maior que o europeu;

# o nosso fator limitante de produção será sempre o clima, pois o período crítico é a primavera (época de temporais);

# nem todos os anos poderemos contar com safras de colheita plena, sendo comum perdas parciais da capacidade produtiva do olival.

 

                         Por essas e por outras razões, torna-se bastante perigoso o investidor hoje pensar em iniciar a implantação de um projeto agrícola, na área da fruticultura, num pomar que entrará em produção apenas no 5 ano em diante, onde não há uma garantia de colheita anual, sendo essa a sua única fonte de renda.

 

                          Fazendo um estudo técnico rigoroso, envolvendo variáveis do cultivo, do clima, do solo, do histórico hídrico e térmico da sua microregião, histórico de incidência de eventos de El Niño, LA Niña, e Neutralidade, custo financeiro do capital investido e capital necessário para custeio anual do projeto, assim, como tantas outras questões incidentes no projeto, com toda a certeza chegaremos ao resultado de investimento de grande risco, com grande possiblidade de inviabilidade de retorno financeiro, com dificuldades de manutenção e sobrevivência e sobrevivência do projeto.

 

                            Não resolve pensarmos que o pomar depois de estabilizado, passados os 10 anos iniciais, estará produzindo tantos litros de azeite por planta, tal situação de momento não é importante, pois a maior parte dos investidores terá desistido antes disso, abandonado o seu olival e vendido suas plantas para ornamentação por preço de lenha...

 

                          O planejamento deverá ocorrer dia a dia no olival, de forma segura, criteriosa e sem estimativas sonhadas, pois iniciamos aqui um plantio milenar, mas para nós é exótico, está em fase inicial de implantação, logo, todo o cuidado e estudo é bem vindo! 

 

                               Não falamos aqui nos custos de financiamento do olival (caso o capital não seja do próprio investidor), esses, se existirem, serão mais um complicador, pois muito antes de ocorrer produção, já estaremos pagando os juros e as parcelas iniciais de amortização do capital, sendo necessário um cuidado e planejamento extra e específico para cada caso, sendo necessário um planejamento com folga e uma expectativa de produção dentro de padrões reais, de preferência pesquisados de forma regionalizada.

 

                                 Voltando ao tema ILPP, conseguimos com a integração de atividades de pecuária e lavoura, um incremento de renda e uma redução de custos bastante interessante, principalmente nos primeiros 5 anos do olival, onde os cuidados são diários e os gastos são constantes. Claro, dará trabalho pensar e ajustar o sistema, mas com toda a certeza, o retorno é garantido e o sistema depois de implantado se paga já nos primeiros ciclos.

 

                                  Reforçando a justificativa de utilização do sistema, fora os ganhos financeiros, ainda temos toda a questão ambiental hoje estudada de seqüestro de carbono, melhoramento do solo, benefícios sociais de utilização de mais atividades produtivas na mesma área, ou seja, são diversas as vantagens pela intregação das modalidades de produção.

 

 

VANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DO DO SISTEMA DE ILPP:

 

* realização de uma atividade agropecuária realmente sustentável;

* viabilidade inicial da implantação dos olivais;

* incremento na renda anual/hectare da propriedade;

* real capacidade de aumento de produção de alimentos sem necessidade de abertura de novas área produtivas;

* redução dos impactos climáticos na propriedade, com implementação de estratégias adptadas ao novo momento vivido, onde  eventos extremos são cada vez mais rotineiros, com impactos cada vez mais severos;

* redução da incidência de pragas e doenças pela sucessão e rotação de culturas e pastejo de animais;

* efeitos sinérgicos benéficos ao sistema como um todo, em razão da interação de fatores das diversas atividades que ocorrem      de maneira simultânea e integrada;

*  melhoria na qualidade de vida do investidor e de seus colaboradores;

* uso mais eficiente de todos os recursos envolvidos: solo, maquinário, pessoal, insumos.

* recuperação de solos degradados, melhorando suas características físico-químicas e biológicas

* possibilidade de forte incremento da exploração ovina no país;

* redução dos impactos  ambientais ao solo, vertentes e lençol freático, com redução drástica dos riscos de erosão e perda de  nutrientes do solo;

* maior aproveitamento dos nutrientes do solo, com uma reciclagem mais eficiente, com redução gradual da necessidade de    gastos com adubos;

* possibilidade de fixação biológica do nitrogênio;

* maior captação e sequestro de CO2, com redução do impacto ambiental provocados pela liberação desses gases na atmosfera;

* possibilidade de redução nos ciclos terminativos da pecuária, com retorno financeiro maior ao produtor, em razão da maior taxa de lotação por hectare, bem como pela maior rotatividade da atividade como um todo;

* maior segurança ao produtor na ocorrência de problemas climáticos ou mesmo financeiro de uma das atividades desenvolvidas, onde as demais terminam atuando como um seguro agrícola da propriedade, possibilitando o socorro econômico em momentos difíceis;

* adequação gradual às boas práticas agrícolas (BPA);

* maior valorização real da propriedade, invertendo o problema antigo de " custo da terra ", gerando uma idéia de " valorização  real do capital investido", reduzindo o tempo de amortização do custo inicial da propriedade;

 

                                Com os novos conceitos gerenciais e de organização da empresa-rural, hoje o homem do campo passou a ser um real administrador rural, logo, nessa nova posição social e profissional, é de vital importância analisar todo o funcionamento da propriedade, não mais de forma estanque e separada, lavoura, em outra pasta pecuária, um pedacinho de mato lá no fundo do campo e um pomarzinho para o consumo... Esse tempo passou, hoje, o investidor rural, o homem do campo, deverá ter uma noção ampla e completa da sua propriedade, com um planejamento técnico e seguro, e a ILPF passa a ser uma ferramenta de grande importãncia, pois irá possibilitar ao longo do ano, inúmeras facilidades de planejamento, atuação, reforma, melhoramentos, enfim, as variações são infinitas e todo o dia alguém surge com uma nova idéia.

 

                               Vivemos com a ILPF um novo momento no setor agropecuário do país, semelhante ao que ocorreu com o advento das técnicas de plantio direto, basta agora experimentar, analisar, estudar e difundir todo o conhecimento que ainda está por vir!                                

 

                                A maior vantagem trazida pelo sistema de ILPF, em todas as suas modalidades, estando aí incluída a variação da ILPP, é a construção de uma nova imagem de agronegócio no Brasil, não só em nível doméstico, mas principalmente para propaganda internacional, pois ao certo, as pesquisas e experimentos que estão sendo realizados em território nacional são exemplos para o mundo todo. É necessário que a população passe a ver o produtor rural como um profissional sério e cumpridor das suas obrigações, devendo ser admirado por todos e não mais estigmatizado como predador de todo o meio ambiente!

 

                                Dificuldades, ao certo, poderão  ser todas contornadas  com criatividade e  planejamento,  procurando utilizar  as ferramentas locais do olival, respeitando as características produtivas da região, natureza dos parceiros, capacidade de investimento do produtor, seu grau de envolvimento no projeto, o que facilitará em muito todo o sistema!

 

                               Não temos mais dúvida que a ILPP - INTEGRAÇÃO LAVOURA - PECUÁRIA - POMAR é um sistema produtivo completo que inicia uma nova tendência na área de fruticultura, sendo um modelo bastante interessante para os investimentos no setor da olivicultura, que ao certo darão um enorme suporte para a sua expansão segura e viável!

 

      15/12/2016

 

   Tales M. Altoé

( Bosque Olivos)

 

                             

 

 

 


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