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Ausência dos fenômenos La Niña e El Niño neste verão é um dos destaques do tempo para 2014
01 de Janeiro de 2014

Estamos seguindo rumo a mais um verão neutro, sem La Niña ou El Niño. Pelo segundo ano consecutivo, passamos por um período de neutralidade do oceano Pacífico Equatorial, condição que não se observava há 20 anos.

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A última vez que tivemos dois anos neutros foi em 1992 e 1993. Depois disso, foi muito comum a alternância de um fenômeno para outro de ano a ano. Portanto, os prognósticos indicam um clima típico para cada época do ano em cada região do Brasil. Esta condição deve continuar na próxima safra de verão no Brasil, já que segundo a Agência Nacional Oceânica e Atmostérica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), pelo menos até o primeiro semestre de 2014 continuaremos em fase de neutralidade climática. Diante disso, a próxima safra deve ter, em geral, um cenário climático semelhante à safra do verão passado.

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Para as lavouras do Centro-Oeste, depois de alguma regularidade de chuvas para o plantio, o clima não deve comprometer a fase de desenvolvimento vegetativo das plantas. O risco está associado ao período de colheita que pode ser paralisado por conta de alguns períodos chuvosos. A lavoura de soja é colhida entre janeiro e fevereiro, quando mais chove entre Mato Grosso e Goiás.

Para as lavouras do Sul do Brasil que não apresentaram problemas para o plantio, já que as lavouras de soja e milho contaram com muita umidade, o risco está associado a alguns períodos de estiagem entre dezembro e janeiro. Estas janelas de tempo seco, mesmo não sendo de longa duração, podem afetar o desenvolvimento das lavouras caso estas pequenas estiagens coincidam com a fase crítica das lavouras como floração e enchimento de grão.

Ns áreas produtoras de milho, soja e algodão da região do Mapitoba (Tocantins, oeste da Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí) normalmente ocorrem problemas na instalação das lavouras já que as chuvas começam mais tarde. Além disso, durante todo o ciclo das lavouras se convive com os riscos associados à distribuição e falta de chuvas, a exemplo do que já se observou na safra passada.

Quando as lavouras são instaladas mais tarde, o regime de chuvas associado às frentes frias vai de encontro à contribuição de chuvas associadas à Zona de Convergência Intertropical, proveniente do Atlântico algo que ocorre a partir de fevereiro. Vale a pena lembrar que a safra passada foi fortemente penalizada por um longo período seco entre janeiro e fevereiro que, inclusive, contribuiu fortemente para o desenvolvimento da lagarta helicoverpa.

A sequência de dois verões neutros também favorece as culturas de outros setores produtivos como cana-de-açúcar, café, laranja, pastagens, produção de leite e carne. Isto porque a neutralidade embora não garanta uma condição ideal de distribuição de chuvas, oferece condições satisfatórias de produção. Inclusive, os períodos secos não têm sido extremos e já há algum tempo não se fala de problemas climáticos que afetaram estes setores.

A única ressalva fica por conta do setor de produção de energia, cuja neutralidade climática não tem garantido volume de chuva o suficiente para manter o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Pelo segundo ano, o Brasil chega em dezembro com níveis críticos dos reservatórios, implicando a necessidade de complementação com energia térmica (gás, petróleo e carvão).

 

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