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Oliveiras Milenares de Portugal
02 de Dezembro de 2013

Oliveiras Milenares de Portugal

 

Sobre as Oliveiras

 

                   A oliveira é conhecida na Ásia Menor (Turquia) há mais de 3.000 anos a.C. Rapidamente se espalhou ao Egito e à Grécia e, mais tarde, à zona Mediterrânea. Em Portugal, os vestígios remontam à Idade do Bronze, mas só no séc. XV é que a produção do azeite tornou-se generalizada.

                   A oliveira é uma árvore de porte médio, muito resistente e de grande longevidade (são conhecidas arvores com mais de 2 mil anos). As mais antigas apresentam enormes raízes, algumas com 6 metros.

                  Elas crescem praticamente sob quaisquer condições: nas montanhas ou nos vales, nas pedras ou na terra fértil. Crescem otimamente sob o intenso calor, com pouca água e são quase indestrutíveis! Seu desenvolvimento é lento, porém contínuo. Quando é bem cuidada, pode atingir até 7 (sete) metros de altura. Até as oliveiras doentes continuam a lançar novos ramos! Algumas árvores têm troncos torcidos e velhos, mas sempre com folhas verdes. Ainda que estejam velhas, as oliveiras não deixam de lançar de si novos ramos e dar frutos!            

                   Até 10 ou mais mudas brotam da raiz envolta da árvore.

                   Ainda que cortada e queimada novos ramos emergirão de sua raiz. Algumas brotam e crescem num sistema de raízes com mais de 2.000 anos de idade, mas o lavrador tem que esperar 15 anos para a colheita de uma árvore nova.

                   A oliveira foi sempre considerada um símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória. Os gregos foram os grandes impulsionadores da cultura da oliveira na Europa mediterrânica. Desde cedo gregos e romanos deram a maior importância a esta cultura, não só para a sua utilização na alimentação e culinária mas também em milhares de outras aplicações e utilizações conhecidas que davam ao azeite: combustível para iluminação, medicamentos, unguentos, impermeabilização de tecidos, e lubrificantes de utensílios agrícolas.

                    A oliveira floresce na primavera o seu fruto começa a formar-se para ir amadurecendo, passando da cor verde a negro, desde o verão até ao final do Outono ou princípio de Inverno, quando se dá a colheita.

                    São conhecidas mais de 400 espécies sendo que Portugal possui menos de duas dezenas delas. Cada espécie possui produtividade diferente o que faz com que uma oliveira possa oferecer entre 15 a 50 quilos de azeitona por safra. Para extrair um litro de azeite são necessários, em média, 5 a 6 kg de azeitonas, o que nos leva á possibilidade média de 5 litros de azeite por oliveira, podendo chegar a 10.

                    Segundo estudo da Universidade de Traz-os-Montes, realizado com um método de datação inédito, a oliveira mais velha de Portugal, com cerca de 2.850 anos, está na zona urbana de Santa Iria de Azóia. Outra oliveira milenar, com 2.210 anos, está em Pedras D´El Rei, concelho de Tavira em Faro, no Algarve.

 

Fontes:

http://www1.uol.com.br/biblia/revista/edicao1/oliveira.htm

http://www.casavaledolmos.com/aoliveira.html

 

 

Oliveira com 2450 anos está em Monsaraz

Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013

Categorias: As Notícias, Iniciativas

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Uma equipa de vários investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) acaba de datar uma das oliveiras presentes no recinto do Hotel Horta da Moura, em Reguengos de Monsaraz, com 2450 anos, através de um método científico inovador desenvolvido na academia sediada em Vila Real. Segundo a UTAD esta é a segunda árvore certificada mais antiga de Portugal. A mais antiga árvore portuguesa conhecida é uma oliveira com 2.850 anos e foi também certificada pela UTAD há dois anos, em Santa Iria de Azóia.

A oliveira de Monsaraz, cujo tronco precisa de sete homens para o abraçar, recebeu a “certidão de idade” num ato público decorrido na passada quarta-feira dia 18, na aldeia típica, localizada no concelho de Reguengos de Monsaraz. O método de datação foi desenvolvido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em parceria com a empresa “Oliveiras Milenares, e tem como mentores os investigadores do departamento de Ciências Florestais e Arquitetura Paisagista José Luís Louzada e Pacheco Marques. Esta metodologia consiste num cálculo, que é feito através de um modelo matemático que relaciona a idade com uma característica dendrométrica do tronco, como seja o raio, diâmetro ou perímetro do tronco. Recorre-se ainda o estudo de outras árvores, com características idênticas, para depois, de forma comparativa, se ir preenchendo a parte interior como se fosse um puzzle.

Este método não provoca a destruição da árvore, pois não obriga ao seu abate, nem provoca lesões que comprometam a sua sanidade. Esta fórmula permite estimar a idade de qualquer árvore muito idosa, podendo ir até aos três mil anos, mesmo que esta se apresente oca no seu interior.

A oliveira de Monsaraz faz parte de um conjunto de sete, inseridas nos espaços de uma unidade hoteleira local, que a UTAD acaba de certificar. A direção do hotel pretende criar um percurso histórico dentro dos sete hectares que rodeiam a unidade e associar a idade das oliveiras a acontecimentos marcantes da história: a Rota das Oliveiras.

Imagem: © Horta da Moura


Olivera com 2.208 anos em Pedra D´el Rei – Tavira
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Olivera com 2.208 anos em Pedra D´el Rei – Tavira

Olivera com 2.850 anos em Santa Iria de Azoia – Loures- Lisboa
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Olivera com 2.850 anos em Santa Iria de Azoia – Loures- Lisboa

Certificado de Idade
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Certificado de Idade

Oliveira Milenar de Monsaraz
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Oliveira Milenar de Monsaraz



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