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Fenômeno El Niño já tem impacto nas lavouras gaúchas
08 de Julho de 2014

 

 

                Temido pelos produtores rurais, o fenômeno El Niño previsto para este ano é apontado pela Emater como responsável por parte da chuva concentrada e torrencial ocorrida na última semana no Rio Grande do Sul. As precipitações atrasaram o plantio do trigo no Estado e provocaram erosão no solo, causando perdas de fertilizantes e sementes _ principalmente em lavouras semeadas nos dias de chuva.

               Conforme meteorologistas, este ano segue um modelo de El Niño denominado Modoki _ caracterizado por chuvas mais fortes e concentradas em um curto espaço de tempo. O modelo é diferente do canônico, que também retrata chuvas acima da média, mas melhor distribuídas durante o período do fenômeno.

                 Diretor técnico da Emater, Gervásio Paulus exemplifica que 300 milímetros de chuvas bem distribuídos em todo o ciclo do trigo (4 meses) seriam  suficientes para a cultura. Nas últimas semanas foram registradas precipitações superiores a 400 mm em apenas dois ou três dias. As precipitações acarretaram em perdas nas áreas já plantadas e no processo de erosão do solo, sobretudo nas regiões mais atingidas do Noroeste.

               Considerando a média das últimas cinco safras de trigo, conforme a Emater, o percentual de área plantada deveria alcançar 78% neste período _ quando o total semeado não passa de 65%. A situação é agravada pelo fato de 80% das regiões produtoras já ter encerrado o período preferencial para o plantio.

               O atraso levou alguns produtores a desistirem do plantio neste ano, reforçando a probabilidade da área de trigo ficar abaixo do estimado no início da safra _ aproximadamente 1,15 milhão de hectares.

 

Postado por Joana Colussi, às 17:58

 

 

 

 

El Niño é confirmado para o inverno 2014

O risco é de excesso de chuva para o trigo e a cevada do Sul, mas o fenômeno diminui a chance de geadas

  • Pryscilla Paiva

PATRICK PLEUL

Foto: PATRICK PLEUL / AFP

                Principal mudança provocada pelo El Niño durante o inverno é o aumento da chuva no Sul do Brasil

 

              Depois de dois anos de neutralidade climática está confirmada a projeção do fenômeno El Niño, a partir do segundo semestre deste ano. Com isso, o inverno brasileiro deve ter suas características alteradas.

              Já está em evolução um novo ciclo de águas aquecidas sobre o oceano Pacífico equatorial, que sustenta a ocorrência do fenômeno ao longo deste inverno. Segundo o Climate Prediction Center da NOAA/USA, o aquecimento das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial é considerado uma anomalia positiva e deve evoluir gradualmente da parte leste para a parte central a partir de junho e julho. No entanto, ainda há certa indefinição sobre a intensidade e a duração deste episódio de El Niño.

              - É certo que o El Niño irá exercer influência e provocar alterações no clima, durante o inverno e primavera do hemisfério sul, porém em relação ao próximo verão há algumas incertezas e ainda não dá para tirar conclusões – afirma o climatologista Paulo Etchichury, da Somar Meteorologia.

• Último episódio do fenômeno foi em 2009

               Um inverno neutro tem como característica principal ser um período sem chuvas, na maior parte do país e com ondas de frio no Centro-Sul. Com o indicativo de um novo episódio de El Niño, este cenário muda e as alterações devem ser sentidas principalmente no final da estação.

               As principais mudanças provocadas por um El Niño instalado durante o inverno estão associadas ao aumento da chuva no Sul do Brasil, o que interfere no desenvolvimento de culturas como trigo e cevada. O excesso de chuva também pode prejudicar a colheita do café e da cana-de-açúcar, no Sudeste.

             - Julho, agosto e setembro podem ter precipitações acima do normal – confirma Etchichury.

              Por outro lado, em períodos de El Niño, o inverno tem temperaturas mais amenas, reduzindo o risco de frio extremo e incidência de geadas. Um benefício para os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que no último inverno foram afetadas por geadas.

             - Temos que ficar atentos, monitorando a evolução deste fenômeno. Os modelos climáticos assim como os modelos de previsão do tempo estão sempre se atualizando.

 

 

26 de junho de 2014 • 09h56

 

Cientistas fixam entre 75% e 80% probabilidade do El Niño no fim do ano

 

              Os cientistas estabeleceram que a probabilidade de que ocorra um fenômeno El Niño entre outubro e dezembro está em torno de 75% e 80%, comunicou nesta quinta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

              A probabilidade de que ocorra antes, no terceiro trimestre deste ano, é menor e está entre de 60%.

             "Se prevê que a temperatura do oceano Pacífico tropical seguirá aumentando nos próximos meses e que alcançará seu máximo no último trimestre de 2014. Apesar de sua intensidade potencial ser ainda incerta, é mais provável que se produza um fenômeno de intensidade moderada", indicou a agência científica das Nações Unidos.

              El Niño está associado a secas e inundações em escala regional em distintas partes do mundo e produz um aumento da temperatura média na superfície do oceano, particularmente na zona central e oriental do Pacífico tropical.

             Trata-se de um evento natural que ocorre entre cada 2 e 7 anos e tem uma forte influência no clima mundial.

             "El Niño acarreta fenômenos extremos e produz um marcado aumento das temperaturas, mas é cedo para avaliar seus efeitos exatos em 2014", declarou o diretor da OMM, Michel Jarraud.

              A organização explicou que as águas do Pacífico tropical sofreram um aumento de temperatura alcançando o limite débil do El Niño, mas que as condições atmosféricas (pressão do nível do mar, céu encoberto e ventos) se mantiveram neutras".

              Isso indica que o El Niño ainda não se instalou do tudo, pois depende fundamentalmente da interação entre oceano e atmosfera.

             No entanto, "cientistas do mundo inteiro chegaram ao consenso" de que é provável que se produzam condições atmosféricas típicas de um fenômeno "bem desenvolvido", detalha a OMM em seu boletim El Niño.

             Jarraud destacou que graças aos avisos antecipados, os governos do mundo inteiro contaram com tempo suficiente para elaborar planos de emergência a fim de fazer frente às possíveis consequências do El Niño em atividades concretas como a agricultura, a pesca, a saúde e outros setores sensíveis ao clima.

             "Seguimos sendo vulneráveis a esta força da natureza, mas podemos nos proteger e nos prepararmos melhor", comentou o responsável.

              Segundo os modelos elaborados e a análise dos especialistas, o fenômeno alcançará sua máxima intensidade no quarto trimestre deste ano e persistirá nos primeiros meses de 2015 para depois se dissipar.

               A intensidade que alcançará ainda é imprevisível devido, concretamente, a que há duas condições essenciais que se contrapõem.

              Por sua parte, o conteúdo de calor sob a superfície do mar é muito superior à média, o que provocou fortes ventos do oeste no começo do ano e que apontam a um El Niño intenso.

               Mas ao mesmo tempo, a resposta atmosférica demorada e a possível ausência de ventos do oeste nos próximos meses poderiam limitar essa temida intensidade.

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Jornal do Tempo | Notícias

 

El Niño aumentará chuvas no Sul e deixará Sudeste e Centro-Oeste ainda mais secos em julho

Região central do Brasil terá chuvas abaixo dos 50mm de média para o mês

30/06/2014 10:33:00

Por: Rafaela Vendramini

 

               Julho é um mês tradicionalmente seco no centro do Brasil, mas em 2014 a expectativa é que o El Niño deixe essas regiões mais secas, do que já são. De acordo com os meteorologistas da Somar, Sudeste e do Centro-Oeste terão pouca chuva. Somente no centro e sul do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Mato Grosso do Sul e extremo sul mineiro algumas frentes frias serão capazes de trazer chuva com acumulado razoável, acima dos 50mm.

                Por outro lado, o fenômeno fará com que as chuvas fiquem acima da média no Sul. Na região o normal para o mês são volumes de água entre 100mm e 150mm, mas a previsão indica acumulados superiores aos 200mm no centro e norte do Rio Grande do Sul, oeste e sul de Santa Catarina e sul do Paraná em julho deste ano.


               No Nordeste, a chuva prosseguirá sobre a costa, especialmente entre Alagoas e Rio Grande do Norte, enquanto que o interior ficará mais seco. Por fim, no Norte, os temporais ficarão concentrados sobre o oeste do Acre, oeste e norte do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, como é normal para época do ano.

Julho, o mês mais frio do ano

               A temperatura mínima média fica entre 6°C e 12°C no Sul e varia dos 3°C aos 6°C na Serra da Mantiqueira, no Sudeste. O El Niño diminui a intensidade e frequência, mas não impede a chegada das ondas de frio.

               Julho será o mês mais frio do ano, com temperatura abaixo da média no Sul, neste caso pela combinação da chegada de ondas de origem polar e excesso de chuva. Fará mais frio que o normal também no oeste e sul de São Paulo, Mato Grosso do Sul, centro, oeste e sul de Mato Grosso e sul de Rondônia.


               As tardes, no entanto, serão quentes no centro e norte do Brasil, com máximas, em média, por volta dos 35°C em Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí e nordeste de Mato Grosso. Esta grande diferença de temperatura mínima e máxima mostram que julho é um mês seco, com baixa umidade do ar.

 

 

Os efeitos do el niño na agricultura da América Latina

11/07/2014

                 O fenômeno climático El Niño promete dar as caras novamente em 2014. Os especialistas em meteorologia no mundo todo apontam em até 90% as chances de ocorrência neste segundo semestre. Até a ONU já emitiu um alerta global para que os países se preparem para enfrentar os efeitos do El Niño, principalmente sobre as áreas agrícolas das regiões afetadas.

                O El Niño é um fenômeno natural causado pelo aquecimento das águas do Pacífico, quase como que se uma gigantesca piscina de água quente se formasse bem no meio do oceano. Com essa alteração, o clima no mundo todo acaba sendo afetado. Chuvas em excesso, estiagem, seca e aumento de temperaturas são alguns dos efeitos que podem ser sentidos nas regiões. Efeitos esses que podem causar perdas drásticas para a produção agrícola, caso os agricultores não tomem medidas preventivas.


                Na América Latina, os efeitos mais profundos poderão ser sentidos no Peru, Chile, Equador, Bolívia, norte da Argentina e Brasil. Mas cada país receberá os efeitos do El Niño de forma diferente. No Peru, Equador, sul do Chile e norte da Argentina, por exemplo, espera-se um aumento na ocorrência de chuvas, enquanto que no norte do Chile e Bolívia a temporada seca poderá ser amenizada.

                Por ter proporções continentais, o Brasil é o país que apresenta a maior variedade de efeitos do El Niño. Nos estados do Sul, a forte incidência de chuvas já prejudica a produção agrícola, atrasando o plantio e causando perda de sementes já plantadas.


                 Diego Kloss, gerente da Alltech Crop Science no estado do Rio Grande do Sul, acompanha de perto a chegada do El Niño na região. “Em três dias, choveu o equivalente a 130 mm. O inverno está sendo pouco frio e bastante úmido,” ressalta Kloss. Ao lado dos agricultores, ele destaca o impacto dessas adversidades na produtividade agrícola. “Os produtores de alho, cebola, cenoura e beterraba não estão conseguindo preparar a terra para plantar. Tem produtor reduzindo a área de plantio de alho em função das sementes estarem apodrecendo. Esse pouco frio também influencia de maneira negativa na produção de frutas. A macieira e a videira são espécies que necessitam de muito frio no período de dormência para armazenar energia, e esse frio até agora não veio,” completa Diego.

               Para a região do Triângulo Mineiro o efeito é inverso. Localizada no centro do Brasil e famosa pela produção cafeeira, a região enfrenta falta de chuva. Para André Piotto, gerente da Alltech Crop Science na região, “2014 tem se destacado como um ano com menor quantidade e pior distribuição de chuvas dos últimos tempos.” O El Niño provocou um desequilíbrio no calendário das águas, que tem períodos de chuva bem definidos na região, acontecendo entre os meses de setembro e abril.


              Nutrição para enfrentar os estresses climáticos


               Adversidades climáticas estão entre as maiores causadoras de queda na produtividade das lavouras, e esse efeito pode ser ainda mais intenso pela ação do El Niño. O fenômeno exigirá das plantas maior capacidade de suportar situações de estresse, e para isso é preciso que ela esteja balanceada nutricionalmente para enfrentar o desequilíbrio climático e também possíveis patógenos que podem se aproveitar das condições favoráveis para atacá-la.

               Para o gerente André Piotto, as soluções oferecidas pela Alltech Crop Science podem ajudar os produtores a lidar com os efeitos do El Niño em suas lavouras. “O efeito antiestressante é realmente a chave da questão. Produtos como Initiate, Initiate Soy e Grain Set atuam no balanceamento hormonal da planta, fazendo com que ela tenha boas condições fisiológicas para produzir, e o Liqui-Plex Bonder, que atua na reposição de energia através do aumento dos níveis de aminoácidos da planta, têm mostrado bons resultados em situações de déficit hídrico,” afirma.

                Já em situações de excesso de umidade, que favorecem o surgimento de doenças, a proteção deve ser trabalhada. O gerente da Alltech Crop Science Diego Kloss destaca o trabalho preventivo em sua região. “Nossa linha Proteção é bastante importante neste momento para auxiliar o fortalecimento da planta frente às adversidades do meio.”

               Neste momento em que o mundo todo mostra preocupação com os efeitos que o El Niño pode causar na produção agrícola, é importante lembrar que, estando bem nutridas, as plantas ficam mais resistentes ao ataque de doenças e sofrem menos com os estresses ambientais. Portanto, um bom plano para se lidar com os efeitos do fenômeno deve começar com certeza pela nutrição.


Agrolink com informações de assessoria
 

 

 

 

 

 


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