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Planejamento Inicial do OlivalPlanejamento Inicial do Olival

                                                         

                     Quando falamos em implantação de um cultivo ligado à fruticultura, não estamos falando de um simples plantio de inverno ou verão, que não ficando ideal, poderá rapidamente ser corrigido no próximo ciclo.

                     A fruticultura, em especial a olivicultura, dada a sua característica de cultivo perpétuo, ao certo exige um grau de planejamento muito mais preciso e eficiente.

                     Dentro dos modernos conceitos da agricultura de precisão, levando-se em conta os altos custos de implantação, bem como a manutenção por um período não inferior aos 05 anos até a chegada da primeira colheita econômica do olival, hoje o planejamento de tudo o que será feito passa a ser uma ferramenta muito importante aos investidores que optam por entrar nesse mercado.

                     Quando a Bosque Olivos iniciou o planejamento do seu pomar, as informações existentes à época, não passavam muita segurança, existiam basicamente 03 importantes padrões comportamentais de implantação, gerenciamento e condução de um olival: um padrão espanhol, um italiano e um português.

                      Nas demais regiões produtoras, existiam noções, conceitos e práticas, todas ligadas as suas micro-regiões, mas nada tão importante como os 03 anteriormente citados.

                      Mas para a nossa região, para as nossas características e necessidades, não existia nada de concreto, sendo assim, com o passar dos anos foi preciso e ainda é, adequar, testar e experimentar cada atividade local extraída principalmente da literatura técnica-histórica da olivicultura.  É preciso diariamente adequar o que já foi feito em outros lugares, regiões e países, ao nosso sistema local, à nossa propriedade, pois dada a incrível plasticidade da oliveira, tudo precisa ser testado.

                     Assim, no momento de planejar, foi preciso antever problemas não retratados nos livros importados, pois no seu local de origem, solo, clima, pragas e principalmente o manejo do cultivo como um todo, acabava por diferir em muito do que fazemos aqui.

                     O planejamento de tudo o que será feito, poderá basicamente ser dividido em três grupos: para o presente, para um futuro próximo e para um futuro mais distante.

                    Os três grupos devem estar diretamente interligados e precisamente relacionados, pois em caso contrário, ao certo os problemas surgirão, podendo ser de pequena monta ou mesmo implicarem na anviabilidade do cultivo. Ex: no planejamento do olival já devemos ter uma idéia de como vamos fazer o compasso de plantio (presente), condução de manejo e poda (futuro próximo) e como será a dinâmica da colheita e beneficiamento da produção (planejamento para um futuro mais distante).

                    Não há como dizer na olivicultura, " isso eu me preocupo depois" ou " isso não é para agora, depois eu vejo", aqui não funciona assim, não precisamos montar o moinho junto com o plantio do olival, seria um  excesso de zelo, mas no plantio, já temos que ter na linha do horizonte, ao menos um contorno do que será feito, depois, ao longo do crescimento  e entrada em produção do olival, aí com mais calma, vamos modelando aquilo que anteriormente foi esboçado.

                    Na fruticultura, o período de maior envolvimento é o da implantação do pomar, e na olivicultura, esse período representa os primeiros 3 anos, depois ao natural ocorre um decréscimo de atividades e envolvimentos, em relação ao dispendido no momento do plantio, pois as plantas já estão tutoradas, não há mais um risco tão sério de ataques de formigas, lebres e veados, não há mais uma ncessidade de controle das amarras, a poda de formação já está praticamente definida, assim, começa a sobrar tempo para outras atividades. Logo, podemos nos dedicar para as atividades compatíveis com o momento vivido pelo pomar, mas o planejamento, esse, via de regra, já deve estar feito, ou no mínimo, alinhavado para um futuro...

                   Assim, a Bosque Olivos, com base na sua experência e histórico de atividades ligadas à olivicultura, indica aos futuros investidores que gastem muito tempo com planejamento futuro de tudo o que será feito, com diferentes opções, com todas as variáveis possíveis, possibilitando assim minimizar ao máximo arrependimentos futuros, pois o custo do planejamento é mínimo em relação aos gastos de remoção de plantas, remarcação de áreas, eliminação de cultivares não ideais, e tantos outros que poderão surgir ao longos das décadas produtivas de um olival!

 

   Tales M. Altoé

( Bosque Olivos)

 

 


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